Banda de Rock é como um casamento

Rota Capa

Ter banda de Rock é como estar em um casamento, com a diferença de ser um compromisso com vários caras (ou minas) diferentes. Tem que haver compreensão, respeito, fidelidade e sintonia, sobretudo em cima do palco. Também é preciso haver criatividade e saber improvisar, tal como acontece no dia-a-dia da vida de casado. Nem tudo é alegria, há altos e baixos, opiniões divergentes, e, como em muitos relacionamentos, o desgaste pode levar ao fim. Mas, quando se vê as fotos dos melhores momentos de uma banda, seja em um show ou com companheiros de estrada, quando se ouve o que este grupo produziu, a gente bate no peito e diz, com orgulho: fizemos nosso melhor.

Como no contrato matrimonial, em que, na hora do juramento, um diz ao outro todas aquelas palavras diante do oficial do cartório, em uma banda há – muitas vezes não dita em voz alta ou escrito em um papel – uma série de regras que cada um deve cumprir em respeito à conduta dos demais e em benefício do coletivo. Isso se chama compromisso e manter a palavra é o principal para que uma banda funcione.

Como em um casal, cada um numa banda tem suas características. Um é mais criativo, outro mais centrado nos compromissos assumidos, há ainda o talentoso e aquele que cativa o público. Um ou dois podem até se sobressaírem, como Jagger e Richards, Plant e Page, mas jamais um deve agir de forma superior ao colega. Em uma relação não há pior ou melhor.

Escrevo estas linhas desta forma, porque acredito muito na seriedade de uma banda, independentemente se ela é de garagem ou está nas paradas de sucesso. Também porque, na Rota Ventura, acredito plenamente que, embora haja muita diferença entre os membros, cada passo que a banda avançou foi fruto de trabalho coletivo, unindo o talento do Erik, o perfeccionismo do Victor, a motivação do Cesar e também minhas contribuições. Particularmente, sou muito feliz por tudo o que alcançamos, pelos projetos que desenvolvemos, pelo EP Razão Independente e por alguns shows matadores que fizemos. Inclusive no meu casamento.

Mas como disse, há altos e baixos, passamos por todas estas fases e, para continuarmos, sempre temos que resgatar aquele amor e dedicação que nos uniu no início e fazer destes fatores um propulsor para que novos sonhos se tornem realidade.

Concluindo, amo meus companheiros, com carinho que vai muito além da própria existência de nossa banda que tem o grau de importância para cada um que a compõe. Se um dia não der certo, ficam registrados os grandes momentos que vivemos em cima de um palco.

Fernando Moraes

Vocalista e Guitarrista da Rota Ventura

 

E aí, curtiu? Divida sua experiência em sua banda com a gente!

Ouça e baixe os sons da Rota Ventura em http://www.soundcloud.com/rotaventura

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